quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Literatura: Dica Assertiva

Lançamento do livro “Perguntas indiscretas – e outros contos e crônicas” de Éber Sander

O escritor Éber Sander prepara uma série de lançamentos do seu livro “Perguntas Indiscretas – e outros contos e crônicas” editora Berto. Nos dias 12, 13, 14 e 15 o escritor estará na Feira da Bondade, no Pavilhão da Viber autografando seu livro. Já no dia 14, a partir das 18 horas o lançamento será na Livraria Laselva da Rua 13 de maio, 829 – centro de Indaiatuba.
O livro de contos e crônicas é o primeiro voo solo do escritor que teve participações em outras duas antologias: “Um Olhar sobre Indaiatuba II” e “Vencedores do Prêmio Acrísio de Camargo 2007”.
Inovando no tocante ao prefácio da obra, ao invés de um convidado, Éber Sander escolheu dois: a jornalista Silvia Bolívar e o também escritor Rubens Pantano Filho.
Silvia Bolívar escreveu em seu prefácio: “...este livro é um ótimo convite para apreciar um ótimo escritor, desses que a gente vai lendo mais um pouquinho e, quando acaba a leitura a gente pergunta: Tem mais?”. Já o diretor da faculdade Max Planck, Rubens Pantano Filho, disse entre outras coisas: “...percebi a qualidade desse jovem escritor, possuidor de uma aguçada sensibilidade para as coisas simples, aquelas do nosso dia-a-dia e que, no fundo, são as que mais importam em nossa existência... Convido os leitores para essa prazerosa aventura: uma breve viagem pelas coisas da vida. Tenho certeza de que irão gostar”.
O livro conta com 80 páginas e será vendido ao preço de 10 reais o exemplar. A cada livro vendido, parte do valor será doado à APAE de Indaiatuba.
“Grande parte das pessoas não tem acesso aos livros por conta do alto valor. Penso ser imprescindível tornar os livros mais acessíveis ao grande público, o preço dos livros atualmente é um fator impeditivo à leitura e, pouco ou nada tem sido feito para mudar essa realidade. Os livros não podem ser propriedade apenas de meia dúzia de privilegiados” reflete Éber Sander.
“Além do prazer da leitura, os leitores que adquirirem o “Perguntas Indiscretas”, ainda terão o prazer de ajudar a APAE de Indaiatuba” diz Éber Sander.
O livro poderá ser adquirido também através do blog do escritor – http://www.ebersander.wordpress.com/ - “Como o livro é independente, não teremos a distribuição em todas as cidades brasileiras, porém, os leitores poderão comprar através do blog e enviaremos para qualquer parte do país”.
Em Indaiatuba o livro pode ser adquirido nas duas unidades da Livraria Laselva.
Éber Sander foi finalista do Mapa Cultural Paulista e do Prêmio Acrísio de Camargo de 2007. No ano de 2008 foi curador do “Acrísio de Camargo”, fato que se repete este ano.
O escritor é ainda o curador do Indaiatuba Literária e do Outubro Literário, projetos que incentiva a discussão da literatura na cidade de Indaiatuba. Éber Sander também escreve para diversos jornais e portais na internet, além de manter o blog http://www.ebersander.wordpress.com/

sábado, 24 de outubro de 2009

Crônica da Semana




Charge do Bira extraída da Internet

Judicialismo Político: A Crônica de um Golpismo publicado.




Não é ilegalidade nenhuma o fato do Presidente LULA viajar o país a qual governa por decisão popular para vistoriar e inaugurar obras, não há ilegalidade no trabalho árduo que Lula tem feito para transformar o país numa nação de gente livre e feliz. É um direito de todo eleitor e cidadão brasileiro receber em seu Estado, em sua cidade o Presidente da República. Já foi o tempo em que o presidente anterior quando não estava no exterior vendendo o país ao FMI, ficava em Brasília recebendo em seu gabinete gente como o banqueiro Daniel Dantas e entregando nossas riquezas públicas ao capital privado e especulativo, no processo conhecido como privatizações que entregou a Vale do Rio Doce e outras estatais a especuladores de plantão.
Ilegalidade são membros da magistratura se manifestarem fora dos autos nos processos legislativos e nas ações do executivo. A Lei Orgânica da Magistratura é bem clara no texto: Art. 36 – É vedado ao magistrado: (…) III – manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério.
Está nos grandes jornais da semana passada: “Gilmar Mendes quer que Justiça Eleitoral apure viagem de Lula” O Estado de São Paulo, “Mendes defende investigação de suposta campanha de Lula em viagem ao Nordeste” Folha de São Paulo. Pergunto aos juristas, aos advogados e todos que militam pela democracia no Brasil. Quem é o senhor Gilmar Mendes? Por acaso é um Procurador Geral da República? Um advogado do DEM ou do PSDB? Quem sabe um deputado oposicionista?
O Fato é que Gilmar Mendes está mídia “destruindo a credibilidade da justiça brasileira”, como lembrou seu colega de STF Ministro Joaquim Barbosa outro dia.
Qualquer estudante de Direito sabe que um membro da Magistratura que julga não poder emitir opiniões fora dos autos, não pode advogar, não poder pedir investigações, não pode querer fazer o papel dos membros do Ministério Público Federal, e é justamente isso que o senhor Gilmar Mendes tem feito na condição de Presidente do STF.

Como no caso da PEC dos vereadores, que antes de ser aprovada no Congresso Nacional, Gilmar Mendes e Aires Brito foram à mídia dizer que tal emenda seria inconstitucional. Isto é uma afronta ao moderno Estado Democrático de Direito. Demonstra que aqueles que deveriam ter a isenção para julgar com imparcialidade mediante provocação, querem também sugerir processos e antecipar resultados.

Não é coincidência que Gilmar Mendes, historicamente ligado aos tucanos foi Advogado Geral da União no Governo de FHC – PSDB quando apoiou descaradamente as privatizações e a reeleição, tenha contrariado a decisão de um Juiz Federal de Carreira para tirar da cadeia por meio de dois hábeas corpus e em menos 48 horas o Senhor Daniel Dantas banqueiro que participou do Processo de Privatização das teles no Governo de FHC. É assustador como a Justiça deixa de ser morosa em casos específicos.

É preocupante o crescimento do “ativismo judicial”, num país onde o judiciário passa por uma crise ética, além disso, é o mais fechado dos poderes e goza de vantagens e benefícios que nenhum outro poder da república goza como a vitaliciedade.

Além disso, todo poder emana do povo e não dos tribunais. Solicito ao Senado Federal que convoque o Senhor Gilmar Mendes para dar esclarecimentos sobre sua exposição demasiada na mídia, e sua oposição política declarada a um governo eleito democraticamente, fazendo, portanto política partidária nas atribuições de sua função como magistrado presidente do STF em pleno Estado Democrático de Direito.

Varridos do poder executivo pelo voto popular e em minoria no Congresso Nacional, o PSDB/DEM joga suas fichas na grande mídia golpista e no ativismo judicial do STF. Fiquemos atentos, Honduras é o exemplo do que é capaz aqueles que perdem as eleições mas não aceitam perder o poder.


Janio Ribeiro - Cronista

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Che Guevara: Uma vida assertiva 42 anos depois







Che: Encontra-se vivo 40 anos depois [1]

“Por que será que o Che tem esse perigoso costume de seguir sempre renascendo? Quanto mais o insultam, o manipulam, o tradicionam, mais renasce. Ele é o mais renascedor de todos! Não será porque o Che dizia o que pensava, e fazia o que dizia? Não será por isso, que segue sendo tão extraordinário, num mundo em as palavras e os fatos raramente se encontram? E quando se encontram raramente se saúdam, porque não se reconhecem?”
Eduardo Galeano - Escritor e Jornalista Uruguaio

A história de Ernesto Guevara de la Serna, o popular Che Guevara, confude-se com a história da América Latina e enfoca as lutas por liberdade e justiça. Nascido na Argentina, ele percorreu toda América, conheceu a pobreza dos povos indígenas do Peru, dos mineiros bolivianos, lutou e ajudou a implantar a revolução socialista em Cuba. Esteve quatro vezes no Brasil: quando jovem em visita a Amazônia, em 54 em São Paulo, em 61 quando foi condecorado pelo governo brasileiro com a Ordem Cruzeiro do Sul, entregue a ele pelo então presidente Jânio Quadros, em 66 passou por Campinas, de onde de trem seguiu para Bolívia lutar contra a ditadura, 11 meses depois. Em 9 de outubro de 1967 era covardemente assassinado por ordens expressa dos EUA que acompanhava de perto sua trajetória desde 61, e que auxiliava o Exército e a Ditadura na Bolívia. Morreu como sempre sonhou, lutando. Ao ser questionado sobre sua nacionalidade ele dizia com orgulho: “Sou cubano, argentino, brasileiro, boliviano, equatoriano, enfim sou um latino americano, e estou disposto a dar minha vida pela liberdade dos povos de qualquer um destes países sem pedir nada em troca a ninguém”
Che Guevara valorizava a educação como elemento decisivo para a criação da sociedade do futuro, baseada em valores humanos e solidários, a qual nos o denominamos “socialismo”, neste sentido é imprescindível a formação do novo homem com valores como a solidariedade, disciplina, honestidade, integridade pessoal e o amor ao próximo.
Em 28 de dezembro de 1959, momentos depois do triunfo da revolução cubana, Che Guevara discursou na Universidade de Lãs Vilas e emitiu sua opinião sobre a função da Universidade: “Tenho que dizer que se pinte de negro, que se pinte de mulato, não só entre os alunos, mas também entre os professores; que se pinte de operário e camponês, que se pinte de povo, porque a Universidade não é patrimônio de ninguém e pertence ao povo de Cuba. Cabe a Universidade ser flexível, pois do contrário o povo arrebentará usa portas e a pintará com as cores que melhor lhe pareça. Que esse povo tenha direito aos benefícios do ensino, que o ensino não seja simplesmente o privilegio dos que tem algum dinheiro, para poder fazer que seus filhos estudem”. Jose Marti, poeta que lutou pela independência cubana contra a colonização espanhola dizia: “Queres construir uma nação, educai o homem”. Che Guevara, Fidel e o povo cubano levaram isso muito a sério e fizeram mais uma importante revolução em Cuba: a revolução do ensino.Devido ao esforço empreendido no campo do ensino, hoje em Cuba a grande maioria da população adulta possui diploma de curso superior e o analfabetismo foi eliminado. A educação trouxe também benefícios para saúde publica, pois através dela difundiram-se maciçamente noções de higiene avançadas tecnologias no tratamento de doenças, fazendo de Cuba um exemplo para o mundo em medicina e educação, sem falar do esporte e a cultura que dispensam maiores comentários.
Hoje se alguém que seguir alguns dos muitos exemplos deixados pelo Che, talvez não seja mais preciso empunhar fuzis e ferir-se em guerrilhas, um grande e atual exemplo deixado por Che que vale a pena lutar é por uma educação pública de qualidade e para todos, para que se ampliem às universidades Publicas e abram suas portas ao povo. Para finalizar vou deixar um trecho escrito por Jack London um dos seus escritores predileto, para simples reflexão: “Prefiro ser cinzas a pó. Prefiro ser um soberbo meteoro, todo átomo em magnífica explosão, do que um planeta eternamente adormecido. A verdadeira função do homem é viver, e não é apenas existir, não gastarei o meu tempo tentando aumentar este tempo, usarei esse tempo, todo o tempo, para viver.”
Janio Ribeiro

[1] Artigo Publicado no Jornal Tribuna de Indaiá em 9 de outubro de 2007

domingo, 20 de setembro de 2009

O Poder Constituinte é Soberano






Todo poder emana do Povo e não dos Tribunais

Qualquer estudante de direito sabe que o tripé que sustenta o moderno Estado Democrático de Direito é a existência dos três poderes “independentes e harmônicos entre si”. Cada um tem sua competência, salvo pequenas exceções a regra é: quem julga não executa, quem executa não legisla, quem legisla não executa, quem executa não julga, quem julga não legisla.

Nos últimos anos o país tem assistido uma intromissão incomum do judiciário no executivo e no legislativo sejam através de resoluções, discursos verbais e outros. Não tem sido novidade ouvir o Presidente do STF chamar “as falas” o presidente da República, ou fazer comentários fora dos autos a movimentos sociais, intervindo em debates na mídia, a ponto do colunista Kenedy Alencar do Jornal folha de São Paulo intitular o Presidente do STF como “A voz da oposição”. Também tem sido comum resoluções do TSE ignorando o Congresso Nacional e a Constituição, bem como intervenções do Presidente do TSE ironizando e manifestando opinião sobre projetos em andamento no Congresso Nacional.

Essa judicialização das relações políticas é muito perigosa para o Estado democrático de direito brasileiro, principalmente num momento em que o Poder Judiciário fechado ao acesso popular e envolvido em inúmeros escândalos de corrupção, nepotismo e favorecimentos não goza mais da credibilidade que deveria junto a população, ainda mais tendo seus membros altos salários, vitaliciedade e outras prerrogativas que os demais poderes não tem. E se o povo fosse consultado ou se a mídia fizesse o debate como é feito em relação aos vereadores e a democracia. Será que o povo concordaria com esse Judiciário tão caro aos cofres públicos e tão omisso em relação a população em geral? Pois é, os sofismas são perigosos.

Aceitar que o STF governe no lugar de um Presidente eleito ou que TSE faça leis no lugar de um Congresso Nacional, cujos representantes foram eleitos e são os representante legítimos do povo na representação dos poderes, é abrir precedentes perigosos, passíveis de anteceder um golpe branco como aconteceu recentemente em Honduras. Jamais podemos esquecer que “todo poder emana do povo” não dos Tribunais Superiores.

Não podemos nos calar diante dos fatos que tem sido apresentados a nação brasileira: A Polícia Federal cumprindo ordem judiciais prendeu O banqueiro Daniel Dantas e este foi solto duas vezes em menos de 48 horas, ainda sem ser provado levantou suspeita de grampos no STF e exigiu-se a cabeça de dois respeitados servidores públicos que apresentaram brilhantes serviços a nação brasileira: Os delegados Lacerda e Protógenes.

No caso do TSE, é muito grave a cassação de mandatos em exercício a mais de dois anos, dando posse a derrotado ou instituindo eleição indireta.

Outra situação intrigante são as resoluções, o caso dos vereadores é o mais emblemático Aceitar passivamente que o número de vereadores seja fixado por resolução diminuindo a representação e aumentando os gastos contrariando a decisão dos Constituintes é mesmo que legitimar o fechamento do Congresso como ocorrido no regime Militar. A volta de eleições indiretas por decisões do TSE não deve ser mera coincidência.

Fiquemos atentos o STF e o TSE querem fechar o Congresso e dar um golpe branco no país. Os sinais estão claros. Não por acaso, querem “anular o gol antes mesmo de começar o campeonato”. Estão envaidecidos não contentam em julgar, querem legislar e executar. Isso é Ditadura.

Janio Ribeiro foi candidato a Dep. Federal em 2006 pelo Partido dos Trabalhadores

sábado, 12 de setembro de 2009

A vida é uma dança




De corpo e alma

O Mundo ainda rende homenagens ao artista Michael Jackson, sua voz de menino no Jackson Five ou sua dança ousada em sua carreira solo são indescrítiveis, só quem viu sabe o que é. Ontem também partiu Pina Bausch, que com sua dança expressionista deixou uma grande lição, aos dois dedico uma pequena poesia escrita por acaso:
A vida é uma dança/de corpo e alma/de tensões e glórias/de chegadas e despedidas/de sonhos e de realidades. Sim a vida é assim: De lágrimas e de ternura, de afeto e amargura. É uma dança com coreografia composta de gente, muita gente, muitos amigos... É uma dança que através de gestos não diz uma única palavra para construir uma história de corpo e de alma, material e espiritual.



Janio Ribeiro, poeta nas horas vagas

quarta-feira, 11 de março de 2009

A Fé de um esportista do Brasil



















É claro que o Ronaldo tem recursos para contratar um bom médico, é claro que ele ainda não voltou a jogar 100%. Mas, só o fato de voltar pela terceira vez ao futebol depois de contusões dramáticas fica provado que ele é brasileiro e não desiste nunca.

Isto é resultado da fé de dois homens: O próprio Ronaldo e o professor Gérard Saillant que
como titular do Departamento de Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia Plástica do Hôpital Pitié-Salpêtrière de Paris, que, em abril de 2000, operou o joelho direito do atacante Ronaldo, no primeiro momento dramático da carreira do atacante e supervisionou as demais.

Pena, que na vida pessoal Ronaldo tenha se envolvido em escândalos infantis e desnecessários.





Noticia Triste


Brasília - Dedos queimados e calos são cicatrizes comuns deixadas pelo crack nas mãos de quem fuma Foto: Marcello Casal Jr./ABr

11 de Março de 2009 - 08h44 - Última modificação em 11 de Março de 2009 - 08h44

>Sem prevenção e repressão eficiente, crack avança em capitais e cidades médias brasileiras
Marco Antonio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Na esteira do despreparo do poder público e da sociedade em relação à prevenção, à repressão e ao tratamento dos efeitos da droga, o consumo do crack avança com desenvoltura no Brasil e faz multiplicar relatos de sua gravidade nas grandes capitais e cidades do interior.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam para uma possível epidemia deste subproduto da cocaína, que provoca dependência agressiva, exclusão social do usuário e desagregação familiar, além de estimular a criminalidade.
Estudo recente realizado em Salvador, São Paulo, Porto Alegre e no Rio de Janeiro detectou um aumento do número de usuários de crack em tratamento ou internados em clínicas para atendimento a dependentes de álcool e drogas. Eles respondem por 40% a 50% dos indivíduos em tratamento, dependendo da clínica e de sua localização. A idade média dos usuários de crack (31 anos) é inferior à dos demais pacientes em tratamento (42 anos). Entre os dependentes desta droga, 52% são desempregados.
O levantamento foi coordenado pelo psiquiatra Félix Kessler, vice-diretor do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro da Associação Brasileira de Estudos sobre Álcool e Drogas (Abead).
No cotidiano de atendimento a dependentes em Porto Alegre, Kessler ressalta a presença forte da droga no interior.
"No Hospital São Pedro, o número de usuários de crack vindos do interior é muito grande. A cada dez pacientes que procuram a emergência psiquiátrica do hospital, cerca de sete são usuários de crack vindos do interior", conta Kessler.Em Minas Gerais, municípios de médio porte, como Governador Valadares, Montes Claros, e Uberaba, apresentam há três anos índices elevados de homicídios entre jovens que coincidem com o aumento das apreensões de crack.Segundo Luís Sapori, coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Segurança Pública da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), a droga também está presente há 10 anos em toda a região metropolitana de Belo Horizonte, com maior peso nas cidades de Contagem, Betim, Ribeirão das Neves e Ibirité. Na cidade histórica de Ouro Preto, jovens que frequentam as repúblicas estudantis admitem, em conversas reservadas, que o crack também passou a ser consumido nos últimos anos."Podemos concluir de forma categórica que o crack chegou ao interior de Minas Gerais. E não deve demorar a atingir municípios com menos de 50 mil habitantes. Infelizmente o crack transformou-se na principal droga comercializada. Ele tem um elemento mercadológico que supera em muito a cocaína", afirma Sapori, em alusão ao fato de o crack ter mercado consumidor mais amplo e provocar uma dependência mais agressiva, que leva o usuário a gastar mais com o vício.No Centro Mineiro de Toxicomania, unidade de atendimento ambulatorial mantida pelo governo estadual, há dez anos os dependentes de crack representavam 5% do total de atendimentos. Dados de 2008 indicam que eles já respondem por 25% da demanda, superando os dependentes de cocaína e maconha.Caruaru, no agreste pernambucano, e Petrolina, no sertão próximo ao Rio São Francisco, são pólos que congregam cinturões de cidades de menor porte e já apresentam clara expansão no mercado de crack."São regiões onde o crack entrou nos últimos anos, e o problema não é só da área metropolitana. O conceito de epidemia é uma metáfora instigante para pensarmos nesta explosão do crack em municípios de médio e grande porte no Brasil", avalia José Luiz Ratton, coordenador do Núcleo de Pesquisa em Criminalidade, Violência e Políticas Públicas de Segurança da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).No Rio de Janeiro, em favelas como Jacarezinho e Manguinhos, que eram historicamente livres do crack, há 3 anos formaram-se cracolândias com a “benção” de criminosos que viram, na droga, uma chance de ampliar seus lucros."É impressionante. A qualquer hora do dia, vemos crianças e adolescentes consumindo a droga e deitados no chão. Áreas dominadas pela facção Comando Vermelho passaram a vender e isso vem como uma tsunami", descreve a socióloga Sílvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes.No Distrito Federal, pontos de comercialização estão espalhados por praticamente todas as cidades satélites. A venda acontece também na região central da cidade, próximo à Esplanada dos Ministérios.Em meados da década de 1990, usuários de cocaína e crack eram responsáveis por menos de um quinto da procura em serviços ambulatoriais relacionados a drogas ilícitas. Hoje eles respondem por 50% a 80% da demanda. Nos últimos anos, o crack também começou a ganhar terreno entre grupos com rendimentos mais elevados, apesar de a droga ainda ser mais comum entre as classes de baixa renda.

Nota Assertiva (Do Blog) Vivemos na sociedade do consumo, do stress, da falta de um sentido coletivo. É hora resgatar a vida em comunidade, em familia, é hora de repensar o trabalho, a vida. Como já dizia a Legião Urbana: Não tinha medo o tal João de Santo Cristo Era o que todos diziam quando ele se perdeu Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu...